terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pesquisa descobre porque a música causa prazer



O intenso prazer que se sente ao escutar música provoca no cérebro a liberação de dopamina (o neurotransmissor do prazer), de acordo com um estudo publicado na Nature Neuroscience.

A dopamina é uma substância química da molécula do "sistema de recompensa", que serve para reforçar alguns comportamentos essenciais à sobrevivência (alimentação), ou que desempenha um papel na motivação (recompensa secundária por meio do dinheiro).

Então como pode estar envolvida em um prazer abstrato como o de ouvir música, que não parece ser diretamente indispensável para a sobrevivência da espécie?

Para entender isso, pesquisadores da Universidade McGill, em Montreal (Canadá), selecionaram dez voluntários de 19 a 24 anos entre os 217 que responderam a um anúncio solicitando pessoas que sentiram "estremecimentos", sinais de extremo prazer, ao escutar música.

Graças a vários aparelhos de diagnóstico por imagens, a equipe de Salimpoor Valorie e Robert Zatorre mediu a liberação de dopamina e a atividade do cérebro. Paralelamente, sensores informavam a freqüência cardíaca e respiratória dos voluntários, bem como sua temperatura ou sinais de estremecimento de prazer no nível da pele.

Os resultados publicados na Nature Neuroscience mostram que a dopamina é secretada antes do prazer associado à música ouvida, e durante o próprio "estremecimento" de prazer, ou seja, no auge emocional. Tratam-se de dois processos fisiológicos distintos que envolvem diferentes regiões no cérebro.

Durante o auge do prazer, é ativado o núcleo "accumbens", envolvido na euforia produzida pela ingestão de psicoestimulantes, como a cocaína. Antes, no prazer por antecipação, a atividade da dopamina é observada em outra área do cérebro.

O nível de liberação da dopamina varia com a intensidade da emoção e do prazer, em comparação com as medições realizadas ao escutar uma música "neutra", isto é, indiferente aos voluntários.

"Nossos resultados ajudam a explicar porque a música tem esse valor em todas as sociedades humanas", concluem os pesquisadores. Permitem compreender "porque a música pode ser utilizada de forma eficaz em rituais, pelo marketing ou em filmes para induzir estados de humor".

Como um prazer abstrato, a música contribuiria, graças à dopamina, para um fortalecimento das emoções, ao estimular noções de espera (da próxima nota, de um ritmo preferido), de surpresa, de expectativa.

Resumindo: ouçam música e sejam felizes!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aplicativo para iPad ajuda deficiente

Um pai criou um aplicativo para seu filho com deficiência se comunicar através do iPad.


Victor Pauca desembrulhou muitos presentes neste Natal, mas o menino de cinco anos já tinha recebido o melhor presente possível esse ano: a capacidade de se comunicar. Victor tem um rara doença genética que atrasa o desenvolvimento de várias habilidades, entre elas a fala. Para ajudar ele e outras crianças com o mesmo problema, seu pai, Paul, e alguns estudantes da Universidade de Wake Forest criaram um aplicativo para o iPad que transforma a tela sensível ao toque numa ferramenta de comunicação.

Com o VerbalVictor pais e responsáveis podem tirar fotos e gravar frases relacionadas a elas. Essas imagens são transformadas em botões na tela que a criança usa para se comunicar. Uma figura de um quintal, por exemplo, pode vir acompanhada de uma frase como “Quero sair para brincar”. Quando Victor toca essa imagem, seus pais ou professoras sabem o que ele quer fazer.

- O usuário grava a voz, então a criança tem alguma familiaridade com aquilo. Não é robótico – explica Paul Pauca.

O aplicativo deve estar à venda na iTunes App Store na semana que vem por US$ 10. Ele faz parte de um grupo cada vez maior de programas feitos para facilitar a vida de pessoas com deficiências.

Câncer: Um novo e promissor teste de detecção


O ano de 2011 começou com uma grande notícia que dá mais esperanças para que a detecção do câncer possa ser feita com mais antecedência, salvando milhões de vidas no mundo inteiro anualmente.



Cientistas dos Estados Unidos desenvolveram um teste sanguíneo que pode identificar uma única célula cancerosa entre milhares de saudáveis e que, em breve, estará disponível nos consultórios médicos.

Os desenvolvedores do exame anunciam nesta segunda-feira, 3, uma parceria com a gigante da saúde Johnson & Johnson para levar a invenção ao mercado. Quatro grandes centros de tratamento do câncer já começam neste ano estudos usando o teste de forma experimental.

Células cancerosas dispersas no sangue significam que o tumor se espalhou ou poderá se espalhar para outras partes do corpo, acreditam muitos médicos. O teste pode capturar essas células com potencial para se transformar em muitos tipos de câncer, especialmente de mama, próstata, cólon e pulmão.

Inicialmente, os médicos querem usar o exame para tentar prever quais tratamentos serão melhores para o tumor de cada paciente e descobrir mais rapidamente se eles estão funcionando.